Notas
Uma nota é um recado preso a uma caixa, ou solto num diagrama. É onde vivem o risco conhecido, a decisão tomada, a dúvida em aberto e o aviso de operação.
Não existe entidade “risco” nem entidade “decisão” no formato. Um risco é uma
nota com kind: risk, e o vocabulário de tipos é aberto — quem modela declara
os que fizerem sentido.
Escrever uma nota
Seção intitulada “Escrever uma nota”notes: - target: api kind: risk text: Ponto unico de falha para confirmar uma reserva. meta: levantadoPor: arquitetura
- target: sincronizador kind: decisao text: A sincronizacao e assincrona de proposito — a reserva vale mesmo se a agenda estiver fora do ar.
# Sem `target`: um adesivo solto, so no diagrama de containers. - scope: containers kind: info text: Desenho congelado para a revisao de arquitetura de 2026-Q1.Os campos
Seção intitulada “Os campos”| Campo | Obrigatório | O que faz |
|---|---|---|
text | sim | o texto da nota |
target | não | a caixa a que ela se prende |
scope | não | o diagrama a que ela se restringe |
kind | não | o tipo. Padrão: info |
meta | não | pares chave/valor livres |
target e scope decidem onde a nota aparece:
target | scope | Onde aparece |
|---|---|---|
| uma caixa | ausente | naquela caixa, em todo diagrama que a mostra |
| uma caixa | um diagrama | naquela caixa, só naquele diagrama |
| ausente | um diagrama | como um adesivo solto naquele diagrama |
| ausente | ausente | em lugar nenhum — o cfour check avisa e a nota é descartada |
Os tipos que vêm de fábrica
Seção intitulada “Os tipos que vêm de fábrica”kind | Rótulo | Marca |
|---|---|---|
risk | Risco | R, vermelho |
blocker | Bloqueio | !, vermelho forte |
warning | Atenção | !, laranja |
question | Dúvida | ?, roxo |
info | Informação | i, azul |
tip | Nota | estrela, verde |
Um tipo desconhecido não some: ele vira um distintivo neutro carregando a chave
crua, e o cfour check avisa. Criar um tipo novo é uma entrada em
workspace.yaml — veja Aparência da modelagem.
Onde escrever
Seção intitulada “Onde escrever”Num arquivo só de notas, como no exemplo acima. É a forma mais legível quando as notas são revisadas juntas.
Dentro do documento do elemento. Num documento singular (kind: element),
uma lista notes: aninhada tem o target implícito:
kind: elementid: apiname: API de Reservasparent: reservas
notes: - kind: risk text: Ponto unico de falha para confirmar uma reserva.Dentro do documento do diagrama. Ali o scope é implícito — a nota fica
confinada àquele desenho:
kind: diagramid: containersscope: reservas
notes: - kind: info text: Desenho congelado para a revisao de arquitetura de 2026-Q1.Por que a nota se prende ao elemento, e não ao desenho
Seção intitulada “Por que a nota se prende ao elemento, e não ao desenho”Uma nota presa a uma caixa acompanha aquela caixa em todo diagrama onde ela apareça. Isso é o oposto de escrever um comentário num desenho: o risco da API é do sistema, e não da folha de papel em que alguém o anotou primeiro.
Use scope quando o recado é mesmo sobre aquele desenho — “aqui omitimos o
legado de propósito” — e não sobre a caixa.
Próximo passo
Seção intitulada “Próximo passo”Fluxos — contar o que acontece, e em que ordem.